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quarta-feira, 25 de novembro de 2020.
DIA INTERNACIONAL PELA ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER; PAREM DE NOS MATAR!

Dados mais recentes do Anu√°rio Brasileiro de Seguran√ßa P√ļblica, apontam que o isolamento social causado pela pandemia de Covid-19, aumentou os casos de viol√™ncia contra a mulher. As mortes por feminic√≠dio tamb√©m aumentaram. Ainda segundo pesquisas, desta vez do Instituto de Seguran√ßa P√ļblica -ISP - neste ano, mais de 120 mil mulheres sofreram algum tipo de viol√™ncia no Brasil.

A viol√™ncia contra mulheres √© um problema grave e se n√£o for combatida, pode se tornar caso de sa√ļde p√ļblica. O dia 25 de novembro √© uma data para refor√ßar a luta de combate e elimina√ß√£o das v√°rias formas de viol√™ncia de que s√£o v√≠timas, as mulheres. √Č um dia para encorajar a den√ļncia e renegar a aceita√ß√£o submissa aos maus tratos, a rela√ß√£o t√≥xica e abusiva que terminam sempre em agress√Ķes e at√© em morte.

O isolamento social obrigou maior tempo de conv√≠vio entre agressor e v√≠tima. Por outro lado, a mesma situa√ß√£o dificultou o procedimento de den√ļncia. A mulher se tornou duplamente vulner√°vel neste per√≠odo. Organiza√ß√Ķes e governos alertam para a import√Ęncia de n√£o se calar diante das agress√Ķes. Alguns mecanismos foram criados por organiza√ß√Ķes em defesa dos direitos das mulheres e governos para viabilizar o procedimento, mas nem sempre √© poss√≠vel.

O machismo desencadeia situa√ß√Ķes que favorecem o crescimento desses dados. De acordo com a Organiza√ß√£o Na√ß√Ķes Unidas pelos Direitos das Mulheres (ONU Mulheres), a viol√™ncia " √© estruturante da desigualdade de g√™nero" e trata-se de um problema social presente tanto no seio dom√©stico quanto no p√ļblico e que precisa rigor para ser eliminado.

Para combater esse tipo de viol√™ncia √© necess√°rio pol√≠tica eficaz de enfrentamento. A Lei n¬ļ 11.340/06(Maria da Penha) foi um grande avan√ßo nesse sentido, mas sua aplicabilidade √© insuficiente e fr√°gil. O agressor n√£o cumpre medidas as protetivas e as mulheres continuam sendo v√≠timas. √Č preciso rigor e educa√ß√£o social, para construir uma sociedade igualit√°ria.

Importante registrar aqui que muitas mulheres n√£o se reconhecem em situa√ß√£o de viol√™ncia. As agress√Ķes morais, patrimoniais e psicol√≥gicas por exemplo, s√£o banalizadas e naturalizadas pelo sistema social e de justi√ßa. √Č preciso que estejam atentas para reconhecer relacionamentos abusivos, t√≥xicos e entender que toda e qualquer a√ß√£o agressiva deve ser combatida.

Delegacias adotaram a den√ļncia virtual para viabilizar a den√ļncia de forma segura. Alguns estados adotaram medidas de prote√ß√£o como grupos de whatsaap diretamente ligado aos canais da pol√≠cia. O Conselho Nacional de Justi√ßa (CNJ) lan√ßou a campanha do sinal vermelho, quando as v√≠timas s√£o identificadas por um X vermelho nas m√£os. No Distrito Federal lei permite que vizinhos e s√≠ndicos denunciem casos de agress√Ķes. Al√©m disso o Poder P√ļblico deve ser acionado

O canal de den√ļncias 180 funciona 24 horas. Al√©m dele √© poss√≠vel denunciar atrav√©s do aplicativo Direitos Humanos Brasil e pela p√°gina da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Minist√©rio da Mulher, da Fam√≠lia e dos Direitos Humanos.

Também é possível receber atendimento pelo Telegram. Basta acessar o aplicativo, digitar na busca "DireitosHumanosBrasil" e mandar mensagem para a equipe da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180.

Dados do Instituto Universa:

Mulheres Negras são as maiores vítimas de violência doméstica e de feminicídio

Uma mulher é morta a cada sete horas no Brasil

Nove em cada dez casos, a mulher é vítima do marido ou companheiro

Pa√≠s est√° no 5¬ļ lugar no ranking mundial do feminic√≠dio.

Uma mulher sofre violência doméstica a cada dois minutos.

Uma menina de até 13 anos é estuprada a cada 15 minutos.

Viol√™ncia n√£o √© s√≥ f√≠sica: agress√Ķes psicol√≥gicas crescem anualmente

Quase metade das brasileiras já sofreu assédio sexual no trabalho

Uma em cada quatro mulheres é vítima de violência obstétrica na hora do parto

Brasil é lanterna no ranking de paridade política de gênero na América Latina

Uma mulher trans é assassinada a cada três dias

Brasil bateu recordes de registros de estupro em 2019

Fonte: Fenajufe


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