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segunda-feira, 24 de agosto de 2020.
AMPLIADA DEBATE CONJUNTURA, RELAÇÕES DE TRABALHO E REFORMA ADMINISTRATIVA

A reunião Ampliada da Fenajufe ocorreu no sábado (22) com representação de 19 sindicatos. Sitraam/AM, Sindjus/AL, Sindjufe/BA, Sinje/CE, Sintrajufe/CE, Sindjus/DF, Sinjufego/GO, Sintrajusc/SC, Sintrajufe/RS, Sintrajud/SP, Sindjufe/MS/ Sindjufe/MT, Sitraemg/MG, Sindjuf/PB/ Sintrajufe/PE, Sindjuf/PA-AP, Sisejufe/RJ, e Sintrajurn/RN. A abertura foi conduzida pela comissão de organização composta pelos coordenadores, Edson Borowiski, Fernando Freitas, José costa Neto, e Leopoldo Donizete que não pode participar devido compromisso inadiável.

Dando andamento aos trabalhos do dia a primeira mesa representada pelos coordenadores Lucena Pacheco, Charles Bruxel, Engelbergue Belém, saudou os 140 participantes seguido de orientações quanto à dinâmica de participação. Pela primeira vez a Ampliada acontece em formato virtual. Registro de presença, ainda no período, das coordenadoras Elcimara Sousa e Juscileide Rondon, e dos coordenadores Fabiano dos Santos, Roberto Policarpo, Roniel Andrade e Thiago Duarte.

O esperado debate de Conjuntura foi dividido entre o assessor e consultor de entidades sindicais Vladimir Nepomuceno e Marilane Teixeira, Doutora em desenvolvimento econômico pelo Instituto de Economia da UNICAMP.

Marilane Teixeira começa falando da austeridade fiscal que segundo ela, é uma decisão política e não um modelo econômico "mas que tem norteado as intervenções das economias que de certa forma optaram pelo caminho do neoliberalismo no último período". "Marilane ressaltou que o país passa por um processo de multitendência de financeirização das economias que se expressou ainda em 2018 e se exacerbou de lá pra cá. ". Ela reforça que os servidores devem retomar o protagonismo da luta de classe.

Vladimir Nepomuceno alerta que mesmo com a rotina alterada no Congresso Nacional por causa da pandemia, o governo articula o retorno da agenda neoliberal o quanto antes. "Já está em andamento tudo que eles querem fazer". Para Nepomuceno, os agentes do governo já trabalham a construção de novos textos para acelerar a aprovação das Pecs que destroem o estado brasileiro e os servidores públicos. O assessor lembra que a estratégia governista é "juntar as Pecs, 186, 188 /2019 no mesmo texto e acelerar a tramitação na retomada presencial do Congresso. "Vamos conversar, discutir, preparar nova redação e quando voltar a gente já está com o texto pronto e acelerar tramitação". Para Vladimir os servidores necessitam enfrentar todos os ataques vindo do governo que devem se acirrar após as eleições e sinalizou a importância da greve sanitária.

Os representantes dos vários estados mostraram preocupação com a crise sanitária e humanitária que o país enfrenta. A maioria das falas foi contundente em defesa de condições adequadas de trabalho e da vida. As eleições municipais representam um risco iminente não só para servidores, mas para toda população. Nesse sentido sugerem greve sanitária, unicidade para destruir a narrativa da política genocida de Bolsonaro, contra atacar o discurso falacioso nos meios de comunicação e fazer a defesa da classe trabalhadora como um todo.

Cenário adverso

Marilane Teixeira em sua análise final, apontou que o governo está insatisfeito com a aprovação da EC 95 e quer aprofundar os efeitos da emenda. "É pretensão de o governo aprofundar ainda mais a retirada de recursos da educação, saúde, segurança e dos servidores públicos". Por isso a importância de uma campanha unificada de valorização e defesa do serviço e de políticas públicas são fundamentais. "Os servidores públicos são essenciais para manter o bem comum", conclui. Teixeira fala ainda que a implementação do teletrabalho já está sendo discutida não só nas grandes corporações como também em segmentos da classe trabalhadora como os bancários e petroleiros. Ela finaliza dizendo e que isso representa perigo porque afeta diretamente os mais vulneráveis.

Já Vladimir Nepomuceno destacou a relevância da unicidade entre as categorias das três esferas do serviço público. "No momento não importa quem é de esquerda, de direita ou de centro não importa em quem o companheiro votou nas últimas eleições. Tem que tá todo mundo junto em defesa do serviço público". Para finalizar Nepomuceno fala que devemos fazer a defesa dos serviços como integrantes da sociedade. O servidor é inserido no meio social e precisa se conscientizar disso.

Joana Darc Melo, da Fenajufe